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Foto: Samantha Talarico
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Minas Gerais · Brasil

Instituto Inhotim

Entre galerias e jardins: um roteiro de múltiplos olhares e muitas memórias.

Sobre o destino

Existem viagens feitas para o corpo se cansar, e viagens feitas para o olhar se demorar. O Instituto Inhotim pertence à segunda categoria, um lugar onde arte e jardim botânico convivem, sem pressa, para quem está disposto a caminhar devagar e ficar parado o tempo que uma obra pedir. O espaço é considerado o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo 

Na FreshWater, entendemos que a experiência mais completa nasce quando se abre espaço para a contemplação, não apenas para o deslocamento. Inhotim entrega isso com rara generosidade: pavilhões que dialogam com a paisagem ao redor, esculturas ao ar livre entre lagos e árvores centenárias, e uma curadoria que aproxima natureza e arte em uma mesma experiência.

O território

Inhotim se organiza em setores concêntricos, cada um com um perfil próprio de paisagem e de conteúdo. O núcleo central é plano e arborizado, ideal para ser percorrido a péé, sem pressa, entre galerias próximas umas das outras. As áreas mais distantes sobem em altimetria e concentram parte das obras mais monumentais do acervo — pavilhões dedicados a artistas únicos, instalações sonoras que captam o som do interior da terra, esculturas que ocupam grandes áreas do parque. É um parque pensado para ser percorrido em camadas, não em um único fôlego.

Roteiro sugerido

Instituto Inhotim e Menorial Brumadinho

Entre a beleza da arte e a força da memória: uma jornada que toca todos os sentidos.

Dia 01Contemplação no núcleo central

O primeiro dia convida a desacelerar explorando as belezas e galerias do Circuito Rosa, o setor mais plano, arborizado e acolhedor do instituto. Caminha-se sem pressa contornando lagos espelhados, visitando galerias cujas paredes de vidro integram a arquitetura à paisagem verde e descobrindo obras de arte ao ar livre que desafiam a percepção espacial. Pausa para um almoço saboroso no Restaurante Tamboril (operado pelo Capim Santo), seguida por uma tarde dedicada a galerias marcantes e aos raros tesouros botânicos do premiado centro paisagístico.

Dia 02Monumentalidade e circuitos distantes

O segundo dia mescla os encantos do Circuito Amarelo e do Circuito Laranja, trocando os caminhos planos por um transporte compartilhado estratégico para vencer a altimetria e alcançar as obras mais monumentais do acervo. A manhã revela pavilhões provocativos sobre o período colonial, instalações sonoras profundas que captam os tremores da terra a duzentos metros de profundidade por meio de um poço especial, e a icônica intervenção dos Fuscas coloridos no meio da mata. Para o almoço, a parada acontece na charmosa hamburgueria do parque (situada estrategicamente no Eixo Laranja, junto ao Galpão). À tarde, admiram-se esculturas de forte tom alquímico, ensaios fotográficos sensíveis de povos originários e uma grandiosa intervenção de blocos de concreto organizados no espaço aberto.

Dia 03Memória de Brumadinho e nova tarde em Inhotim

A manhã é dedicada a uma visita sensível e reflexiva ao Memorial de Brumadinho, um espaço de acolhimento, homenagem e preservação da memória coletiva local. Após um almoço na cidade de Brumadinho, o roteiro retorna ao Instituto Inhotim para uma tarde livre para nos aprofundarmos em alguma obras, permitindo revisitar os pavilhões favoritos, explorar cantos ainda não percorridos do jardim botânico ou simplesmente demorar-se diante de uma última obra com total tranquilidade.

Capa 2Foto: Fernando Ozanich
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